Delegado Wellington destaca intolerância no Dia Internacional contra a Discriminação Racial

Durante a palavra livre na Sessão Ordinária desta quinta-feira (21), o Vereador Delegado Wellington destacou que neste dia 21 de março “O Dia Internacional contra a Discriminação Racial” e o principal motivo da discriminação, entre as pessoas, é a intolerância.

“Quando nós nascemos, não temos ódio no coração, sem rancor, as crianças não têm raiva de nada, não distingui cor de pele, relação social, a criança nasce com boa índole, sem distinção, com boas intenções, provando que a sociedade vai transformando essas pessoas e chega ao ponto de termos que discutir discriminação racial, portanto temos que mudar o nosso olhar, somos únicos e diz na Lei que somos iguais pessoas más intencionadas tem gerado discussões, e até mortes, pela intolerância a cor, gênero e raça. Exemplos de discriminação religiosa, como aconteceu na Nova Zelândia, em que uma pessoa, por causa de religião, matou 49 pessoas ou tragédias que aconteceu em Suzano – SP e no Rio de Janeiro todos os dias, principalmente, por intolerância de gênero, temos que fazer esse alerta”, destacou o Vereador Delegado Wellington.

De acordo, com um levantamento do Instituto Ethos, em 2016, chamado de “Perfil social, racial e de gêneros, das 500 maiores empresas do Brasil e suas ações afirmativas”, se identificou que 88% dessas empresas, não têm uma política de igualdade de oportunidades entre negros e brancos e que 85,5% não adotam medidas para incentivar e ampliar a presença de negros no quadro executivo. Ainda, de acordo com o estudo, muitas pessoas ainda possuem dificuldades de abordar temas relacionados ao racismo estrutural no mercado de trabalho e na educação.

Outro indicador, de desigualdade racial nas empresas, é o baixo número de promoções que as pessoas negras recebem, mesmo com um ótimo currículo. Faltam iniciativas, para promover negros a cargos de liderança de modo a criar uma representatividade. 

Em 1966, a Organização das Nações Unidas (ONU), elegeu 21 de março como o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, para combater o preconceito relacionado à cor da pele. A data marca o massacre de Sharpeville, em Joanesburgo, África do Sul, em 1960, quando negros e negras foram assassinados durante o regime do Apartheid. No Brasil, apesar dos terríveis efeitos da escravidão, o Estado de Direito só reconheceu o racismo como crime a partir da Constituição Federal de 1988. Desde então, o país passou a discutir o assunto esporadicamente, mas foi nos últimos dez anos, que o tema se tornou frequente, com a mobilização da população negra, o crescimento no número de denúncias e a repercussão dos casos de racismo nas redes sociais.

 

Sidney Araujo

Assessor de Imprensa do Vereador